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Escolas municipais recebem palestra sobre hanseníase

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Profissionais do Cismepar vão até as escolas conversar com as crianças sobre a doença e tirar dúvidas sobre a mesma

 

Nesta segunda-feira (16), os alunos da Escola Municipal Francisco Pereira Almeida Junior vão assistir a palestra sobre hanseníase com os profissionais do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar). A primeira atividade será às 8 horas, para o matutino. Em seguida, às 14 horas, participarão as crianças do período da tarde. A palestra será na sede da undiade escolar, na Rua Mario Sérgio Carmagnani, 145, no Conjunto Guilherme Braga Abreu Pires, região leste.

A atividade faz parte da Campanha Nacional de Hanseníase e Verminoses iniciada no final de março deste ano. A intenção é levar informações para as crianças e desmistificar os preconceitos que ainda existem relacionados à doença.  Por isso, todos os 364 alunos, do 1º ao 5º ano, vão participar.

Além deles, na segunda-feira seguinte, dia 23 de abril, os estudantes da Escola  Municipal Irene Aparecida da Silva receberão a palestra. O encontro está previsto para acontecer às 8h e às 14h, na sede da unidade, que fica na Rua Olinto Pedriali, 255, no Conjunto Jamile Dequech, região sul. Ali, 196 crianças do 1º ao 5º ano participaram do projeto.

Segundo a dermatologista do Cismepar, Cristina Maria Aranda, a hanseníase é uma doença crônica e infectocontagiosa, causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Diferente do que muitos pensam, a maioria da população não está apta a pegá-la. Isto porque de 90 a 95% dos indivíduos têm imunidade genética, restando apenas de 5 a 10% da população sem imunização.

Além disso, a doença é transmitida por via respiratória, através da tosse, espirro ou pelas gotículas de saliva, como a gripe, por exemplo. Assim, apenas transmitem a hanseníase pessoas em estágios mais avançados e que não receberam tratamento, visto que é preciso ter uma grande quantidade do bacilo para expeli-los no ar. Sendo assim, o toque na pessoa com a enfermidade não gera a transmissão da mesma.

“É interessante realizarmos palestras como estas, porque as crianças entendem as informações que repassamos e levam para casa. Temos até o caso de um netinho que reconheceu na sua avó a hanseníase. Ela procurou a unidade de saúde e hoje já está finalizando o tratamento”, explicou a dermatologista.

Para repassar as informações de forma eficaz, a campanha prevê palestras com cerca de 1.500 crianças, de 6 a 14 anos, matriculadas nas escolas municipais. Além da conversa com as crianças, os profissionais vão capacitar os professores sobre a hanseníase, formas de diagnóstico, de tratamento e as medidas para o fim do preconceito aos portadores da enfermidade. Também apresentarão o teste de sensibilidade, que destaca a importância de se observar as alterações na pele, como o aparecimento de manchas.

O teste de sensibilidade será levado pelos alunos para ser feito em conjunto com a família. Ele consiste em um desenho do corpo humano, em que, na figura, a criança preenche as áreas que ela e seus familiares identificam manchas, caroços e outras lesões cutâneas com alterações de sensibilidade na pele. Os pequenos também respondem a um questionário que aborda possíveis dores, coceiras ou insensibilidade nas áreas informadas. Tudo isso auxilia os profissionais da saúde a diagnosticarem o possível aparecimento da hanseníase.

Depois de feito o desenho e preenchido o questionário, eles são avaliados pela equipe escolar, que encaminha os casos suspeitos aos profissionais da saúde. Essas crianças passam por avaliação médica especializada e, caso seja constatada a doença, elas são direcionadas ao tratamento. Em Londrina, ele é feito na Policlínica.

As escolas municipais Professor Moacyr Teixeira (norte), Vila Brasil (centro) e João XXIII (oeste) também estão participando do projeto. A primeira a recebê-lo foi a da Vila Brasil. Em maio, as unidades da região norte e da oeste também vão ofertar a palestra.

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